Há uma réstia de calor neste quarto
(suspeito ser breve e fugaz).
Julgo tê-la sentido entrar com vocês que me alentam
e penso tê-la feito ficar por nós, imortais.
Aos poucos percebi que é chama que arde sem se ver,
mas que se sente tanto, tanto!
Junto a ela sinto-me 'estúpida', tola, criança..
sinto o sorriso a rasgar-se aos poucos, por tudo e por nada
e é tão perfeito assim.
Fecho os olhos e volto a senti-Las..
Vivo
Vivo em constante rodopio, perdida no sono e tão certa de mim
Vivo na memória dos que não me esquecem
e até mesmo escondida na daqueles que julgam ter-me adormecida.
Vivo também em mim, comandada por sonhos e ambições
Vivo em nós, na incerteza da segunda pessoa.
Vivo sobretudo no chão de um sonho e nas pegadas daquele rumo,
no calor daquela casa e no sorriso aberto naquele espelho.
Deixei de me querer encontrar:
porque sei onde fiquei.
Vivo na memória dos que não me esquecem
e até mesmo escondida na daqueles que julgam ter-me adormecida.
Vivo também em mim, comandada por sonhos e ambições
Vivo em nós, na incerteza da segunda pessoa.
Vivo sobretudo no chão de um sonho e nas pegadas daquele rumo,
no calor daquela casa e no sorriso aberto naquele espelho.
Deixei de me querer encontrar:
porque sei onde fiquei.
Viagem no tempo
Viajo no tempo à velocidade da luz
como quem vai e volta sem sair do mesmo sítio.
Por vezes vou e regresso num compasso do tempo.
Por vezes vou e fico.
Demoro.
Paro no tempo numa mesa, num café,
num passeio ou até mesmo num túnel.
Demoro porque quero, porque recordo.
E demoro sem pressa de voltar a acender a luz
porque demoro no sorriso.. debaixo do sol.
como quem vai e volta sem sair do mesmo sítio.
Por vezes vou e regresso num compasso do tempo.
Por vezes vou e fico.
Demoro.
Paro no tempo numa mesa, num café,
num passeio ou até mesmo num túnel.
Demoro porque quero, porque recordo.
E demoro sem pressa de voltar a acender a luz
porque demoro no sorriso.. debaixo do sol.
Rascunho
Arrisquei remexer nas folhas secas no chão
e debaixo delas tracei a lápis um novo rumo.
A tracejado e inconstante, pé ante pé julguei passá-lo a limpo.
Trouxe cores novas, mudei as cores ao céu!
Mas pelo canto do olho vejo tanto, tanta coisa.
Escorrego nesta sombra tão presente.
Sinto, passo, ando e corro.
Volto lá, voltamos a sorrir
volto ao silêncio feliz e ao compasso tranquilo rumo a casa.
e debaixo delas tracei a lápis um novo rumo.
A tracejado e inconstante, pé ante pé julguei passá-lo a limpo.
Trouxe cores novas, mudei as cores ao céu!
Mas pelo canto do olho vejo tanto, tanta coisa.
Escorrego nesta sombra tão presente.
Sinto, passo, ando e corro.
Volto lá, voltamos a sorrir
volto ao silêncio feliz e ao compasso tranquilo rumo a casa.
De olhos postos no (meu) céu
Pintaram o meu céu de azul, quase como dando um tiro no escuro.Um azul tão claro e límpido que me fez erguer a cabeça nesse sentido.
Como quem nada espera (mas ao mesmo tempo tudo) estiquei-me nas pontas dos pés para o tentar alcançar, ver se era real.
Talvez por ser assim, pequenina, não o consegui perceber.
Mas gostei da cor. Se gostei!
Gostei tanto que não sei mais ver outra cor neste meu céu.
Tanto tanto que julgo andar sempre em bicos de pés e de face erguida, de olhos fechados.
Em vão, porque não chego lá!
Gostei tanto que não sei mais ver outra cor neste meu céu.
Tanto tanto que julgo andar sempre em bicos de pés e de face erguida, de olhos fechados.
Em vão, porque não chego lá!
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