Ao ritmo do som mais puro sinto o meu ritmo acalmar.
Paro, viajo, perco-me. E de repente acordo noutro lugar.
A realidade que me cruza passa a ser outra: a realidade que não estou a viver
a realidade que fui construindo com os tijolos que me davam, algures num tempo perdido.
Ele continua calmo, mas a quebra traz-me de volta: bato palmas.
Volto a esta realidade tão minha, tão precisa
tão distante, mas tão viva, tão livre. Esta realidade que me cura.
Há momentos que nos marcam e viciam, que nos fazem querer voltar no dia seguinte.
Quisera eu conseguir transpor em palavras estas melodias que hoje me abraçam.
Quisera que cada uma delas te desse a mão enquanto explica os meus porquês,
enquanto conta a minha história.
Limito-me a abrir-lhes os braços, a respirá-las, como se o amanhã não mo permitisse.
Novamente ao som do piano no Atrium Saldanha.
Todos os dias a partir das 17h.
[Saudades..]
Porque o frio também queima..
É neste pedaço de calor que encontro hoje a paz
Que me encontro, perdida por entre palavras e memórias.
Olho pra trás e revejo o calor.
E ao revê-lo, julgo até sentir um arrepio de frio.
Como atraiçoa a memória, como surge tão implacável!
recorda-nos realidades passadas, traz a saudade.
Volto a olhar para trás e passa a ser apenas uma cama vazia
o calor deu lugar à indiferença.
E porque o frio também queima, coloco de novo o pulsar na caixa,
enquanto procuro em mim a chave
a mesma que farei por perder de novo.
Mas enquanto a alma se deita revive tudo, tudo de novo
e adormece, magoada, à espera que amanhã seja um novo dia.
Há locais que tanto num dia são tão nossos como no dia seguinte parece que não nos pertencem. Sítios que nos prendem a alma de tal forma que só lá conseguimos a paz. Hoje tenho a minha, aparentemente.
Que me encontro, perdida por entre palavras e memórias.
Olho pra trás e revejo o calor.
E ao revê-lo, julgo até sentir um arrepio de frio.
Como atraiçoa a memória, como surge tão implacável!
recorda-nos realidades passadas, traz a saudade.
Volto a olhar para trás e passa a ser apenas uma cama vazia
o calor deu lugar à indiferença.
E porque o frio também queima, coloco de novo o pulsar na caixa,
enquanto procuro em mim a chave
a mesma que farei por perder de novo.
Mas enquanto a alma se deita revive tudo, tudo de novo
e adormece, magoada, à espera que amanhã seja um novo dia.
Há locais que tanto num dia são tão nossos como no dia seguinte parece que não nos pertencem. Sítios que nos prendem a alma de tal forma que só lá conseguimos a paz. Hoje tenho a minha, aparentemente.
E amanhã, amanhã vou ouvir o piano.
Sem sentido(s)
Pé ante pé como quem traça um caminho
percorro esta rota quase sem sentidos
Dou com o tempo a voar mais rápido que o compasso habitual
e rapidamente chego ao destino
Na verdade ele é apenas mais um ponto de partida
para outra rota, outro lugar
para outros sorrisos e cumplicidades.
Sinto que o meu cantinho está reservado
e por muito que a vida nem sempre nos sorria, onde se fecha uma porta abre-se uma janela
e como é bom ver que, do outro lado dela, tenho amigos tão bons
E que, ainda que a porta continue semicerrada, nos percebem e compreendem a genuinidade dos nossos actos:
foi sentido.
percorro esta rota quase sem sentidos
Dou com o tempo a voar mais rápido que o compasso habitual
e rapidamente chego ao destino
Na verdade ele é apenas mais um ponto de partida
para outra rota, outro lugar
para outros sorrisos e cumplicidades.
Sinto que o meu cantinho está reservado
e por muito que a vida nem sempre nos sorria, onde se fecha uma porta abre-se uma janela
e como é bom ver que, do outro lado dela, tenho amigos tão bons
E que, ainda que a porta continue semicerrada, nos percebem e compreendem a genuinidade dos nossos actos:
foi sentido.
O sonho mora do outro lado da rua
6 dias e mais umas pedras.
A recta final de mais um ciclo e mais umas (in)certezas.
O corpo mantém-se presente e dou pela alma passar para o outro lado da rua.
Lá, onde mora o sorriso e o futuro.
Sei que mora também o cansaço, as horas de sono perdidas, a instabilidade..
mas acima de tudo mora o sonho!
O corpo só voces, amigas, o prendem. Ou assim o vão fazendo..
Porque a alma já não mora lá.
A recta final de mais um ciclo e mais umas (in)certezas.
O corpo mantém-se presente e dou pela alma passar para o outro lado da rua.
Lá, onde mora o sorriso e o futuro.
Sei que mora também o cansaço, as horas de sono perdidas, a instabilidade..
mas acima de tudo mora o sonho!
O corpo só voces, amigas, o prendem. Ou assim o vão fazendo..
Porque a alma já não mora lá.
Relatividade
O abrir de portas a mais um ano trouxe consigo um turbilhão de memórias
já por si só tão grande, mas que a chuva lá fora hoje só veio intensificar.
À contagem decrescente normalmente somos levados à euforia,
aos desejos de mudança.
Mas os 1o últimos segundos de 2007,
na cabeça e na memória
traçaram um autêntico flashback dos últimos meses.
Vi o espaço, o rosto, os sorrisos e o tempo à volta parado.
Ao longe dei conta de toda a magia que envolve cada um destes pedaços de memória
e da tão grande importância que eu preferia que não tivesse.
Está guardado, mas magoa.
E ao fixar o olhar no horizonte percebo a relatividade do tempo e dos momentos.
Sorrio.
Vejo que há coisas tão certas no tempo e no espaço em que acontecem
que relativizam quaisquer circunstâncias futuras.
Simplesmente porque foram perfeitas, especiais.
já por si só tão grande, mas que a chuva lá fora hoje só veio intensificar.
À contagem decrescente normalmente somos levados à euforia,
aos desejos de mudança.
Mas os 1o últimos segundos de 2007,
na cabeça e na memória
traçaram um autêntico flashback dos últimos meses.
Vi o espaço, o rosto, os sorrisos e o tempo à volta parado.
Ao longe dei conta de toda a magia que envolve cada um destes pedaços de memória
e da tão grande importância que eu preferia que não tivesse.
Está guardado, mas magoa.
E ao fixar o olhar no horizonte percebo a relatividade do tempo e dos momentos.
Sorrio.
Vejo que há coisas tão certas no tempo e no espaço em que acontecem
que relativizam quaisquer circunstâncias futuras.
Simplesmente porque foram perfeitas, especiais.
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